A Grande Rio está enfrentando, neste momento, talvez a maior tribulação em seus pouco mais de 20 anos de existência. E, se superar este obstáculo, provará que entrou de vez para o grupo das grandes escolas do Rio, mesmo sem o tão sonhado título.
A Grande Rio já não é uma escola grande? Depende a partir de qual ângulo analisamos a questão. Se notarmos apenas a exposição na mídia e a presença de artistas nos desfiles, a respota é sim. Mas para muitos que vivem o mundo do samba, estão presentes no cotidiano das coisas do carnaval e valorizam mais as pessoas que constroem o espetáculo do que as que aparecem apenas uma vez por ano, a tricolor é(ou era) vista com certo receio.
O crescimento da agremiação deu-se quando trouxe o famoso Joãosinho Trinta para elaborar seu carnaval. Naquele momento, a Grande Rio atraiu os olhos da imprensa e a cada ano tornou-se mais badalada e desejada pelas celebridades do momento. Porém, não foi o suficiente para fazer da escola campeã do carnaval carioca.
De 2006 a 2010, foram três segundos lugares e um terceiro lugar que, se por um lado frustraram direção e componentes por chegar tão perto do prêmio e não abocanhá-lo, de outro colocou a escola definitivamente entre as permanentes favoritas.
O último destes desfiles, em 2010, mostrou uma outra Grande Rio, desta vez mais simpática, mais preocupada com seu carnaval e menos afeita a arroubos de famosos do que o seu enredo, inicialmente, sugeria. Em suma, foi uma grande apresentação, que teve a má sorte de acontecer no mesmo ano do espetacular desfile da Unidos da Tijuca.
Todos estes fatores mais um grande enredo e um bom samba, fizeram da escola de Caxias a principal favorita ao título até o fatídico incêndio na Cidade do Samba. Parece que os deuses do carnaval resolveram impor mais uma prova à tricolor a fim de saber se ela está preparada para ser a rainha do carnaval.
A Grande Rio deve se reconstruir, atrair a simpatia dos sambistas, fazer uma autocrítica neste difícil período para então, enfim, conquistar corações nas paragens onde Momo reina.
sexta-feira, 4 de março de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
Mocidade com taquicardia
"Meu coração vai disparar, sair pela boca..." Esse é um trecho do samba mais cantado na e pela Sapucaí no carnaval de 2010. A Mocidade Independente de Padre Miguel conseguiu a proeza, que tem se tornado cada vez mais difícil, de quebrar o gelo da avenida e fazer com que o público, ano após ano mais frio, acompanhasse seu mote a plenos pulmões.
No entanto, o samba não era, digamos, notabilizado por sua beleza poética. Era, sim, preenchido por expressões e clichês facilmente assimiláveis. Se por um lado, este artifício ganha a arquibancada, por outro, pode provocar a queda do nível do espetáculo.
Eis que para 2011, a escola da zona oeste traz na sua música uma referência clara ao refrão tão recitado. Seria um recurso interessante ou apenas uma tentativa melancólica, e desprovida de criatividade e ousadia, de prolongar, ao máximo, o efeito do samba anterior?
Quanto aos quesitos plásticos, a Mocidade vai muito bem, obrigado. Cid Carvalho, após dirigir os dois melhores carnavais na escola nos últimos oito anos, em 2008 e 2010, continua como carnavalesco e conseguiu emplacar o enredo que queria com um patrocínio polpudo, coisa rara atualmente, quando se opta ou por um ou por outro.
Os desfiles de 2008 e 2010 caracterizam-se por marcarem estilos diferentes: o primeiro é clássico, com um enredo histórico, samba maravilhoso, letra e melodia bem construídas, comissão de frente originalíssima e vencedora de prêmios; o segundo adotou um humor leve, um tanto quanto escrachado, e que ampliou o leque de possibilidades e alternativas para a mente do carnavalesco. Se pudesse escolher apenas um deles, ficaria com o de 2008.
A Mocidade tem, sim, o direito de tentar "popularizar" seu carnaval, mas sempre tendo em vista a manutenção da qualidade, para que não se torne uma "vulgarização". Isso vale para todas as escolas.
No mais, a verde e branco está pronta para lutar com afinco por um lugar entre as seis melhores. Boa Sorte, Padre Miguel!
No entanto, o samba não era, digamos, notabilizado por sua beleza poética. Era, sim, preenchido por expressões e clichês facilmente assimiláveis. Se por um lado, este artifício ganha a arquibancada, por outro, pode provocar a queda do nível do espetáculo.
Eis que para 2011, a escola da zona oeste traz na sua música uma referência clara ao refrão tão recitado. Seria um recurso interessante ou apenas uma tentativa melancólica, e desprovida de criatividade e ousadia, de prolongar, ao máximo, o efeito do samba anterior?
Quanto aos quesitos plásticos, a Mocidade vai muito bem, obrigado. Cid Carvalho, após dirigir os dois melhores carnavais na escola nos últimos oito anos, em 2008 e 2010, continua como carnavalesco e conseguiu emplacar o enredo que queria com um patrocínio polpudo, coisa rara atualmente, quando se opta ou por um ou por outro.
Os desfiles de 2008 e 2010 caracterizam-se por marcarem estilos diferentes: o primeiro é clássico, com um enredo histórico, samba maravilhoso, letra e melodia bem construídas, comissão de frente originalíssima e vencedora de prêmios; o segundo adotou um humor leve, um tanto quanto escrachado, e que ampliou o leque de possibilidades e alternativas para a mente do carnavalesco. Se pudesse escolher apenas um deles, ficaria com o de 2008.
A Mocidade tem, sim, o direito de tentar "popularizar" seu carnaval, mas sempre tendo em vista a manutenção da qualidade, para que não se torne uma "vulgarização". Isso vale para todas as escolas.
No mais, a verde e branco está pronta para lutar com afinco por um lugar entre as seis melhores. Boa Sorte, Padre Miguel!
terça-feira, 1 de março de 2011
E o Oscar vai para... Academia do Samba! Salgueiro!
Ao longo de um ano inteiro de trabalho, diretoria, carnavalesco e comunidade batalharam para deixar o roteiro redigido e lapidado. Só falta executar. Dia e hora já estão marcados: na próxima segunda-feira, por volta das 22:25, logo após o desfile da União da Ilha. Mais ou menos nesta data e horário, a Academia do Samba estará pisando na passarela para tentar conquistar seu décimo título no carnaval carioca.
O Salgueiro vai unir duas maravilhas em único enredo para abocanhar o caneco: Rio de Janeiro e Cinema. Uma junção que, além de ter dado samba, produziu grandes filmes, com histórias fascinantes e importantes para o desenvolvimento da sétima arte no Brasil, bem como imagens de paisagens deslumbrantes.
Num longa metragem de 82 minutos que ainda será exibido oficialmente, a vermelho e branco já ganhou o Oscar como melhor roteiro. Na pré-estréia, o "filme" já foi aclamado e é um dos favoritos a receber o melhor prêmio da noite. Resta saber se levará também a estatueta de melhor figurino e maquiagem. A única glória que o Acadêmicos não quer é o troféu de ator coadjuvante.
Esta é uma grande brincadeira, com a cara do Salgueiro, que credencia a escola a impedir o bicampeonato da Tijuca.
Um bom samba, um profissional inteligente e extremamente criativo na coordenação do carnaval, farto investimento da diretoria e uma comunidade cheia de autoestima após retirar das costas o peso do jejum em 2009, ajudam a compor um "cenário perfeito" para a consagração salgueirense na Avenida.
No duelo cinematográfico, quem levará a melhor: Salgueiro ou Tijuca?
O Salgueiro vai unir duas maravilhas em único enredo para abocanhar o caneco: Rio de Janeiro e Cinema. Uma junção que, além de ter dado samba, produziu grandes filmes, com histórias fascinantes e importantes para o desenvolvimento da sétima arte no Brasil, bem como imagens de paisagens deslumbrantes.
Num longa metragem de 82 minutos que ainda será exibido oficialmente, a vermelho e branco já ganhou o Oscar como melhor roteiro. Na pré-estréia, o "filme" já foi aclamado e é um dos favoritos a receber o melhor prêmio da noite. Resta saber se levará também a estatueta de melhor figurino e maquiagem. A única glória que o Acadêmicos não quer é o troféu de ator coadjuvante.
Esta é uma grande brincadeira, com a cara do Salgueiro, que credencia a escola a impedir o bicampeonato da Tijuca.
Um bom samba, um profissional inteligente e extremamente criativo na coordenação do carnaval, farto investimento da diretoria e uma comunidade cheia de autoestima após retirar das costas o peso do jejum em 2009, ajudam a compor um "cenário perfeito" para a consagração salgueirense na Avenida.
No duelo cinematográfico, quem levará a melhor: Salgueiro ou Tijuca?
União da Ilha: Alex de Souza busca o renascimento
Uma das três escolas que foram afetadas pelo fatídico incêndio ocorrido na Cidade do Samba, no começo de Fevereiro, a União da Ilha do Governador não deve ter outra pretensão além de animar a Sapucaí com seu samba alegre e a espontaneidade de seus componentes. Triste realidade para quem sonhava alto após o belo e surpreendente desfile quimérico sobre Dom Quixote.
O foco principal e a expectativa ficam na observação do trabalho desenvolvido pelo carnavalesco Alex de Souza, que despontou em 2007 com um original desfile sobre artesanato na Mocidade Independente e é considerado um dos melhores da nova geração.
Em 2008, Alex transferiu-se para a Vila, quando produziu talvez o seu melhor trabalho no Grupo Especial, com carros muito bem acabados e fantasias de bom gosto e luxuosas. Um problema em um dos carros da escola, no entanto, acabou ofuscando o desfile. No ano seguinte, uma parceria que, no papel, tinha tudo para levar o título, acabou não acontecendo na Avenida, quando dividiu o carnaval com Paulo Barros falando sobre o centenário do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
No período pré-carnaval de 2010, a Vila Isabel era considerada a grande favorita ao falar de Noel Rosa, tanto pelo samba, pelo enredo, como pela quase certeza de alegorias e fantasias de bom gosto, já que o carnavalesco era o promissor Alex. Não foi o que aconteceu. A Vila veio aquém do esperado, amargou o quarto lugar e choveram críticas. Alex foi para a Ilha respirar novos ares.
Veremos se em uma escola com estilo reconhecidamente "mais leve" e sem a pressão por título que havia na Vila, Alex de Souza reencontrará sua melhor forma e, finalmente, desabrochará.
PS.: A Ilha foi a menos atingida pelo fogo, portanto, grande parte do trabalho inicial foi preservada.
O foco principal e a expectativa ficam na observação do trabalho desenvolvido pelo carnavalesco Alex de Souza, que despontou em 2007 com um original desfile sobre artesanato na Mocidade Independente e é considerado um dos melhores da nova geração.
Em 2008, Alex transferiu-se para a Vila, quando produziu talvez o seu melhor trabalho no Grupo Especial, com carros muito bem acabados e fantasias de bom gosto e luxuosas. Um problema em um dos carros da escola, no entanto, acabou ofuscando o desfile. No ano seguinte, uma parceria que, no papel, tinha tudo para levar o título, acabou não acontecendo na Avenida, quando dividiu o carnaval com Paulo Barros falando sobre o centenário do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
No período pré-carnaval de 2010, a Vila Isabel era considerada a grande favorita ao falar de Noel Rosa, tanto pelo samba, pelo enredo, como pela quase certeza de alegorias e fantasias de bom gosto, já que o carnavalesco era o promissor Alex. Não foi o que aconteceu. A Vila veio aquém do esperado, amargou o quarto lugar e choveram críticas. Alex foi para a Ilha respirar novos ares.
Veremos se em uma escola com estilo reconhecidamente "mais leve" e sem a pressão por título que havia na Vila, Alex de Souza reencontrará sua melhor forma e, finalmente, desabrochará.
PS.: A Ilha foi a menos atingida pelo fogo, portanto, grande parte do trabalho inicial foi preservada.
A musicalidade da Mangueira
Desde tempos imemoriais há uma relação estreita entre a verde e rosa e a música popular brasileira. A agremiação do morro homônimo cedeu verdadeiras pérolas que participaram ativamente do processo de construção da nossa identidade musical, tais como Cartola e o homenageado do ano: Nelson Cavaquinho.
A apaixonante escola é um foco reminiscente de valorização à língua portuguesa e à sua sonoridade, cantados em tantos carnavais. E foram tantos os títulos... Na Mangueira tudo remonta à musicalidade, à brasilidade.
Para não incorrer no mesmo erro de 2008, quando deixou de homenagear Cartola, seu mais famoso ícone, a Estação Primeira resolveu cantar Nelson Cavaquinho e encantar a avenida novamente, como aconteceu no ano passado com "Mangueira é Música do Brasil". Quando as baianas girarem seus vestidos na Sapucaí, Nelson estará vivo e presente representado nas famosas cores da esperança e do amor, e nas vozes de milhares de súditos que o reverenciam.
Há 9 anos sem conquistar o carnaval, a escola está no caminho certo, mas ainda não parece madura o suficiente para alcançar o primeiro posto. Os problemas na parte estética, que prejudicaram-na em 2010, não devem se repetir, com a elaboração do carnaval tendo ficado a cargo do experiente Mauro Quintaes.
O samba-enredo promete ser um dos mais cantados da avenida e pode levar o estandarte de ouro. Se a bateria repetir a magnífica performance do último carnaval, a verde e rosa será presença certa no sábado das campeãs.
A apaixonante escola é um foco reminiscente de valorização à língua portuguesa e à sua sonoridade, cantados em tantos carnavais. E foram tantos os títulos... Na Mangueira tudo remonta à musicalidade, à brasilidade.
Para não incorrer no mesmo erro de 2008, quando deixou de homenagear Cartola, seu mais famoso ícone, a Estação Primeira resolveu cantar Nelson Cavaquinho e encantar a avenida novamente, como aconteceu no ano passado com "Mangueira é Música do Brasil". Quando as baianas girarem seus vestidos na Sapucaí, Nelson estará vivo e presente representado nas famosas cores da esperança e do amor, e nas vozes de milhares de súditos que o reverenciam.
Há 9 anos sem conquistar o carnaval, a escola está no caminho certo, mas ainda não parece madura o suficiente para alcançar o primeiro posto. Os problemas na parte estética, que prejudicaram-na em 2010, não devem se repetir, com a elaboração do carnaval tendo ficado a cargo do experiente Mauro Quintaes.
O samba-enredo promete ser um dos mais cantados da avenida e pode levar o estandarte de ouro. Se a bateria repetir a magnífica performance do último carnaval, a verde e rosa será presença certa no sábado das campeãs.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Vila Isabel e a profusão de celebridades
Foi-se o tempo em que o mundo do samba era restrito aos moradores das comunidades, aos que vivem o cotidiano das escolas, aos que batalham, diariamente, para a glorificação do ritmo mais caracteristicamente brasileiro. A febre de rostos conhecidos já tinha invadido outros redutos menos tradicionais das escolas de samba, mas a grande surpresa, em 2011, é que ela chegou, com toda a força, à Vila Isabel, que se autointitula(va) celeiro de bambas.
Em Vila Isabel, como já dizia seu mais alto expoente, ninguém vacila ao abraçar o samba. E eu não duvido disso. A azul e branco sempre foi conhecida por fazer desfiles cheios de garra e raça, mas com poucos recursos; produzir verdadeiras odes à cultura negra e à classe trabalhadora.
No entanto, nos preparativos para o carnaval deste ano, a escola deixou de lado as suas tradições e resolveu aderir de vez a um modelo que incomoda muita gente que aprecia a "simplicidade" e respeita os verdadeiros sambistas: encher a quadra de rostos conhecidos. A fauna que a Vila trará para a avenida possui desde modelos de carreira internacional bem-sucedida até pseudocelebridades que tentam se agarrar com afinco aos últimos minutos de fama.
Então, quais seriam as vantagens em se adotar esta estratégia? Ao que parece, muitas. Primeiro de tudo, um patrocínio gordo que possibilita elaborar um carnaval com materiais de melhor qualidade, o que é o sonho de todo carnavalesco. Depois, uma "badalação", com presença certa inclusive em programas de fofoca, que ajuda a criar uma expectativa maior sobre a escola, e, quem sabe, uma pressão maior sobre os jurados para que a escola seja bem avaliada, vide o modelo adotado por outra escola, conhecida por ser "dos artistas".
Mas a Vila "versão 2011" não é só um rostinho bonito. Conta com uma carnavalesca de primeira linha, que sabe desenvolver enredos como ninguém; um samba que promete funcionar e animar a Sapucaí; e o know-how de estar disputando o título nos últimos anos.
Tudo isso ajuda a pôr a escola do bairro de Noel no seleto grupo das favoritas ao título, ao lado de Tijuca e Salgueiro. Vamos ver se o Carnaval das Celebridades sairá vencedor na Passarela dos Bambas.
Em Vila Isabel, como já dizia seu mais alto expoente, ninguém vacila ao abraçar o samba. E eu não duvido disso. A azul e branco sempre foi conhecida por fazer desfiles cheios de garra e raça, mas com poucos recursos; produzir verdadeiras odes à cultura negra e à classe trabalhadora.
No entanto, nos preparativos para o carnaval deste ano, a escola deixou de lado as suas tradições e resolveu aderir de vez a um modelo que incomoda muita gente que aprecia a "simplicidade" e respeita os verdadeiros sambistas: encher a quadra de rostos conhecidos. A fauna que a Vila trará para a avenida possui desde modelos de carreira internacional bem-sucedida até pseudocelebridades que tentam se agarrar com afinco aos últimos minutos de fama.
Então, quais seriam as vantagens em se adotar esta estratégia? Ao que parece, muitas. Primeiro de tudo, um patrocínio gordo que possibilita elaborar um carnaval com materiais de melhor qualidade, o que é o sonho de todo carnavalesco. Depois, uma "badalação", com presença certa inclusive em programas de fofoca, que ajuda a criar uma expectativa maior sobre a escola, e, quem sabe, uma pressão maior sobre os jurados para que a escola seja bem avaliada, vide o modelo adotado por outra escola, conhecida por ser "dos artistas".
Mas a Vila "versão 2011" não é só um rostinho bonito. Conta com uma carnavalesca de primeira linha, que sabe desenvolver enredos como ninguém; um samba que promete funcionar e animar a Sapucaí; e o know-how de estar disputando o título nos últimos anos.
Tudo isso ajuda a pôr a escola do bairro de Noel no seleto grupo das favoritas ao título, ao lado de Tijuca e Salgueiro. Vamos ver se o Carnaval das Celebridades sairá vencedor na Passarela dos Bambas.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Quem tem medo da Tijuca?
Suspense, expectativa, ansiedade, mistério. Medo!? Durante todo o ano, estes sentimentos permearam os corações e os pensamentos de todos os amantes do carnaval carioca. Desde que o segredo da Unidos da Tijuca para uma vitória arrasadora foi revelado, aguardamos para conferir se ela vai ser capaz de se reinventar ou se repetirá a fórmula do sucesso.
Em 2004, uma mente brilhante emergiu para causar reviravolta no carnaval e depertar amor ou ódio nos sambistas, jamais indiferença. Paulo Barros já está entre os maiores nomes no Olimpo da Festa de Momo. Ele revolucionou ao introduzir, maciçamente, alas coreografadas, além de carros intensamente povoados, onde foliões executam performances organizadas, previamente estabelecidas.
Além disso, não se ateve à forma tradicional de fazer enredo: contar uma história ou um fato histórico cronologicamente, ou então a biografia de algum personagem importante. Barros encontrou na Unidos da Tijuca um ambiente propício para o desenvolvimento de enredos-tema, jogando uma ideia principal e, a partir daí, construindo mosaicos com seus vários vieses.
Há quem torça o nariz para tais inovações, alegando que desvirtua o espetáculo, que descaracteriza o desfile ao coibir a liberdade do componente. Há até quem diga que aquilo não é samba! Mas o fato é que a crítica especializada se rendeu a Paulo Barros, entregando-lhe 3 Estandartes de Ouro!
Além do brilhante carnavalesco, a escola do Borel conta com uma direção extremamente competente, que investe nas ideias, para muitos, mirabolantes do mago; e ainda uma das comunidades que mais tem cantado seus sambas quando passa pela Sapucaí.
O que a Tijuca vai aprontar em 2011? Quem tem medo da Tijuca? Aqui vai um conselho: todas as escolas deveriam ter, pois aqui está a grande favorita ao campeonato. As outras que se cuidem!
Em 2004, uma mente brilhante emergiu para causar reviravolta no carnaval e depertar amor ou ódio nos sambistas, jamais indiferença. Paulo Barros já está entre os maiores nomes no Olimpo da Festa de Momo. Ele revolucionou ao introduzir, maciçamente, alas coreografadas, além de carros intensamente povoados, onde foliões executam performances organizadas, previamente estabelecidas.
Além disso, não se ateve à forma tradicional de fazer enredo: contar uma história ou um fato histórico cronologicamente, ou então a biografia de algum personagem importante. Barros encontrou na Unidos da Tijuca um ambiente propício para o desenvolvimento de enredos-tema, jogando uma ideia principal e, a partir daí, construindo mosaicos com seus vários vieses.
Há quem torça o nariz para tais inovações, alegando que desvirtua o espetáculo, que descaracteriza o desfile ao coibir a liberdade do componente. Há até quem diga que aquilo não é samba! Mas o fato é que a crítica especializada se rendeu a Paulo Barros, entregando-lhe 3 Estandartes de Ouro!
Além do brilhante carnavalesco, a escola do Borel conta com uma direção extremamente competente, que investe nas ideias, para muitos, mirabolantes do mago; e ainda uma das comunidades que mais tem cantado seus sambas quando passa pela Sapucaí.
O que a Tijuca vai aprontar em 2011? Quem tem medo da Tijuca? Aqui vai um conselho: todas as escolas deveriam ter, pois aqui está a grande favorita ao campeonato. As outras que se cuidem!
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